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"120 batimentos por minuto": Realizador de filme sobre a doença quer mais ação na luta contra a SIDA

O realizador franco-marroquino Robin Campillo, que na quinta-feira estreia em Portugal o filme "120 batimentos por minuto", considera que falta vontade política e consciencialização da sociedade para acabar com a epidemia da SIDA.

Distinguido em fevereiro com o Grande Prémio, o Prémio da Crítica e o Prémio Queer no Festival de Cinema de Cannes, "120 batimentos por minuto" traça um retrato de uma associação ativista - a Act Up - e de uma geração que enfrentou os primeiros anos de epidemia da doença, em França, nos anos de 1990.

Robin Campillo contou à agência Lusa, em Lisboa, que fez este filme a partir das memórias daquela época, porque foi militante da Act Up, e participou nas ações de esclarecimento e protesto junto de políticos, laboratórios farmacêuticos e da sociedade civil.

Em paralelo à atividade da Act Up, Campillo filmou ainda uma geração que lutou contra o desespero e medo de morrer, com um sentido de comunidade em torno de uma causa comum.

"Foi um momento poderoso. Claro que foi horrível, porque os nossos amigos estavam a morrer no pior momento da epidemia, ao mesmo tempo, estávamos tão felizes por estarmos juntos, por querermos mudar a forma como a doença era entendida, querermos mudar a sociedade. Foi muito importante para mim poder partilhá-lo com os espectadores, foi um momento importante da minha vida, do ponto de vista emocional, político e ético", disse o realizador.

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