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Os Globos de Ouro e a vergonha da igualdade de género em Hollywood

A 75ª edição dos Globos de Ouro vai premiar no domingo um homem como melhor realizador pela 74ª vez, excluindo as mulheres da disputa após um ano excelente para as cineastas.

Nos últimos 12 meses, Greta Gerwig destacou-se com o aclamado "Lady Bird", enquanto Patty Jenkins bateu recordes de bilheteira com a superprodução "Mulher-Maravilha".

O drama racial de Dee Rees na Netflix, "Mudbound", obteve 97% de aprovação no site de críticas Rotten Tomatoes, e Kathryn Bigelow foi notícia com o drama criminal "Detroit".

Quando se acrescenta a esta lista Sofia Coppola, Amma Asante e Valerie Faris, todas criadoras de filmes muito elogiados, o contraste com as nomeações para melhor realizador nos Globos de Ouro torna-se ainda mais evidente, uma vez que a seleção só conta com homens de meia idade.

Espera-se que Guillermo del Toro ganhe por "A Forma da Água", superando Martin McDonagh ("Três Cartazes à Beira da Estrada"), Christopher Nolan ("Dunkirk"), Ridley Scott ("Todo o Dinheiro do Mundo") e Steven Spielberg ("The Post").

Um levantamento da AFP mostra que só cinco mulheres foram selecionadas para competir na categoria de melhor realizador na história dos Globos de Ouro, que começou em 1944.

Barbra Streisand, a única vencedora por "Yentl" (1983), e Bigelow foram nomeadas duas vezes. Sofia Coppola, Jane Campion e Ava Duvernay completam a curta lista.

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