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Eduardo Paim: ”O estilo Kizomba deve ser registado como património nacional”

A Kizomba, esse estilo musical tão angolano, já conseguiu dar a volta ao mundo, mas com o tempo ganha características diferentes conforme os locais por onde passa, o que deixa descontente Eduardo Paim, o seu rei e criador.

Eduardo Paím

“Existe uma certa desvalorização da Kizomba pelos próprios angolanos. Eu não quero que o estilo se perca pelos caminhos em que anda, e, assim, deixar de fazer parte da nossa cultura”, referiu o astro da música da década de 1980.

“É mais do que notável que a Kizomba se tenha tornado num fenómeno mundial. Ganha características diferentes por onde passa”, acrescenta. Assim sendo, Eduardo Paim defende que os angolanos, por serem os autores deste estilo, deveriam ter tido “uma atitude mais atempada ou até um pouco agressiva” na salvaguarda da características e especificidades que a tornam única.

Em entrevista ao SAPO Angola, o artista revelou também que não quer apenas ser reconhecido como o homem do “Rosa Baila” ou o inventor da ginga dançante, que tão fortemente caracterizam o estilo musical que criou.

Eduardo Paim

O cantor sente-se feliz por ter dado a conhecer ao mundo a Kizomba, mas gostaria que a mesma fosse imediatamente reconhecida como sendo angolana: “O estilo Kizomba deve ser registada como património nacional. Por isso, deixo o apelo a quem de direito, pois sou um mero fazedor de música que não sabe como dar solução a isso”, adiantou.

“O estilo tem gerado algumas finanças em várias mãos. Já se vende ‘gato por lebre’, mas isso não é Kizomba, é outra coisa revestida com o nome”, disse com tristeza.

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