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“Do outro Lado do Mundo”: documentário ousado retrata os chineses em Angola

O realizador e director de fotografia Sérgio Afonso e a produtora áudio visual Cilaia Lara apresentaram na noite de terça-feira o documentário intitulado “Do Outro Lado do Mundo”, na casa Cultural Brasil e Angola.

A ideia para este documentário surgiu depois terem sido feitos os acordos económicos entre Angola e China.

Uma iniciativa político-social, que trás consigo a experiência de como é para os angolanos dividir os mesmos espaços com pessoas estrangeiras na sociedade. Quem são estas pessoas que vêm do outro lado do Mundo para trabalhar arduamente e ganhar o pão de cada dia em Angola.

A sala de teatro do espaço Cultural Brasil e Angola estava cheia e alcançou as expectativas da produção, que não esperava tamanha adesão das pessoas.

O emocionante documentário “Do Outro Lado do Mundo” provou, mais uma vez, que a vida de imigrante não é fácil. Por este motivo, as pessoas vindas da China para trabalhar em Angola, despertaram a curiosidade dos produtores deste filme.

“Todo o processo de escolha de pessoas é sempre complicado. É necessário ter muita calma e, acima de tudo, a certeza das pessoas que nos interessam. No caso de “Do Outro Lado do Mundo”, este é um documentário que aborda a relação de angolanos e chineses, mas numa forma mais afectiva e emocional”, frisou o realizador, Sérgio Afonso.

As dificuldades foram várias, e mesmo assim as filmagens aconteceram. Desta forma, foi possível mostrar o que pretendiam aos espectadores que se emocionaram e saíram da sala com uma visão diferente sobre a relação entre chineses e angolanos.

Para além de "Do Outro Lado do Mundo", o casal que trabalha em produção áudio visual já produziu os seguintes trabalhos: "Independência",  o "Triângulo", que envolve Angola Portugal e Brasil, e o "Último País", que retrata o sistema político cubano.

Para realizar este trabalho, tiveram o apoio da CPLP, com um fundo monetário de 50 mil euros. A produção de “Do Outro Lado do Mundo” fez saber ainda que contou também o apoio da TPA, que tem também a responsabilidade de passar este documentário nas telas angolanas, sendo uma das empresas associadas a CPLP com a finalidade de apoiar projectos socioculturais.
A data de emissão do documentário ainda não foi revelada pela TPA.

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