"Blade Runner 2049" tinha Harrison Ford e Ryan Gosling, era realizado pelo talentoso Denis Villeneuve ("O Primeiro Encontro") e apesar de ser a continuação de um dos filmes mais míticos da história do cinema, os críticos não pouparam nos elogios.

Só que o resultado foi um dos grandes "flops" de bilheteira de 2017: o filme terá custado 185 milhões de dólares e só fez 258 milhões em todo o mundo.

Para muitos, o desfecho é surpreendente e um mistério, mas não para o realizador do primeiro "Blade Runner" (1982) e a principal força criativa da sequela a razão do fracasso foram os 163 minutos de duração.

"É lento. É lento. Longo. Demasiado longo. Teria tirado meia hora", disse Ridley Scott ao Al Arabiya.

Sempre com um olho na parte artística e outro na comercial, o muito prático realizador já tinha manifestado a mesma opinião noutra entrevista ao Vulture.

Em contraste, o original "Blade Runner: Perigo Iminente", também um fracasso comercial antes de se tornar um clássico, tinha 117 minutos na versão que agora é considerada a oficial: o "Final Cut".

Para alguns, "Blade Runner 2049" era lento e aborrecido. Menos 30 minutos poderia ter evitado essas reações e principalmente permitiria aos cinemas acrescentar outra sessão, um pormenor importante nos filmes de grande orçamento.

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