Não eram rumores: George Lucas não gostou nada de "O Despertar da Força" (2015), o primeiro filme de J.J. Abrams da nova trilogia "Star Wars".

A revelação está no recente livro de memórias escrito por Bob Iger, CEO da Disney.

Há quatro anos, o criador da saga e realizador de quatro dos primeiros seis episódios compareceu à antestreia de "O Despertar da Força"e saudou os fãs, mas recusou dar a sua opinião.

Na época, o máximo que conseguiram arrancar-lhe numa entrevista é que era um "filme retro", numa referência implícita à proximidade temática que tinha com o original "A Guerra das Estrelas" (o Episódio IV), de 1977 e da sua autoria.

Lucas vendeu o seu "império" em 2012 à Disney e deixou de dar qualquer contribuição criativa pois o estúdio deixou claro que não partilhava das suas ideias e visão para a nova trilogia. As "chaves do reino" ficaram nas mãos de Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm.

Em "The Ride of a Lifetime: Lessons Learned from 15 Years as CEO of the Walt Disney Company", Bob Iger conta que "mesmo antes da estreia global, a Kathy [Kennedy] mostrou 'O Despertar da Força' ao George. Ele não escondeu a sua desilusão. 'Não há nada de novo', disse. Em cada um dos filmes da trilogia original, era importante para ele apresentar novos mundos, novas histórias, novas personagens e novas tecnologias. Neste, disse, 'Não há saltos suficientes visuais ou técnicos em frente'".

"Ele não estava errado", escreve Iger, "mas também não estava a reconhecer a pressão que estávamos a sofrer para dar aos apaixonados fãs um filme que parecesse essencialmente 'Star Wars'. Criámos intencionalmente um mundo que era visualmente e em termos de tom ligado aos filmes anteriores, para não nos afastarmos muito do que as pessoas amavam e esperavam, e George estava a criticar-nos precisamente por aquilo que estávamos a tentar fazer. Olhando para trás, com a perspetiva de vários anos e mais alguns filmes 'Star Wars', acredito que J.J. alcançou o quase impossível, criando uma ponte perfeita entre o que havia sido e o que estava por vir".

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