Francis Ford Coppola e Robert Duvall juntaram-se ao realizador Steven Soderbergh para a apresentação no domingo à noite no Festival de Cinema de Tribeca "Apocalypse Now: Final Cut", uma nova montagem do épico de 1979 sobre a Guerra do Vietname.

A versão final tem agora 183 minutos, mas 31 do que a original, que ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes, em conjunto com "O Tambor", mas menos 19 do que o "Apocalypse Now Redux" lançado em 2001.

Um debate após o visionamento com Soderbergh, que disse ter visto a primeira versão 17 vezes no cinema, recordou os desastres lendários de proporções bíblicas durante a rodagem, desde um tufão ao excesso de peso de Marlon Brando e o ataque cardíaco do protagonista Martin Sheen.

A propósito da produção que quase o matou, o lendário cineasta referiu que o documentário sobre os bastidores, "Hearts of Darkness", feito pela esposa Eleanor Coppola , podia simplesmente chamar-se "Vejam o Francis a ficar maluco".

Apesar de todas as histórias que circulam, Francis Ford Coppola contou pela primeira vez um episódio caricato provocado pela sua frustração com a recusa dos estúdios em financiar o projeto mesmo depois do gigantesco sucesso com os dois filmes "O Padrinho".

A certa altura, a revolta foi tão grande por não ter poder em Hollywood que atirou pela janela os seus cinco Óscares, os dois pelos argumentos de "Patton" (1970) e "O Padrinho" (1972) e os três pelo argumento, realização e produção de "O Padrinho - Parte II" (1974).

Ficaram todos partidos e acabou por ser a mãe a devolvê-los à Academia para serem substituídos, com a justificação que a culpa tinha sido de uma empregada.

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