Darren Aronofsky é o aclamado realizador de filmes como "Pi", "A Vida não é um Sonho", "O Wrestler" ou "Cisne Negro", mas também tem uma longa e lendária lista de projetos que acabaram por não avançar.

Um deles foi a adaptação da banda desenhada "Batman: Year One" no início do século, em que chegou a colaborar com o próprio criador, Frank Miller.

À revista Empire, o cineasta revelou alguns pormenores da sua versão, que seria deliberadamente bastante pesada.

"O Batman que saiu antes do mim foi o 'Batman & Robin' [1997, com George Clooney], aquele famoso com os mamilos no fato, portanto estava realmente a tentar minar isso e reinventá-lo. Foi para aí que se virou a minha cabeça", explicou.

Porém, Darren Aronofsky percebeu que o estúdio de Hollywood (Warner Bros.) tinha algo muito diferente em mente ao descobrir qual era o ator que o estúdio desejava para ser Bruce Wayne e Batman.

"O estúdio queria Freddie Prinze Jr. e eu queria Joaquin Phoenix. Recordo-me de pensar 'Estamos aqui a fazer dois filmes muito diferentes'. É uma história verídica. Era um tempo diferente", recordou.

"O Batman que escrevi era definitivamente diferente do que acabaram por fazer", acrescentou, numa referência aos filmes de Christopher Nolan com Christian Bale.

O realizador não entra nos detalhes sobre o "casting" de Freddie Prinze Jr., mas o ator era uma estrela em ascensão naquela época por causa do sucesso de "Sei o Que Fizeste no Verão Passado" (1997) e "Ela É Demais" (1999).

Já Joaquin Phoenix vinha das produções independentes, mas apesar do impacto e nomeação para os Óscares por "Gladiador" (2000), não era um nome testado nas bilheteiras.

Muito mais tarde, em 2019, ganhou mesmo a estatueta dourada pelo papel do vilão de Gothan City em"Joker".

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