Existem dois universos cinematográficos de super-heróis: um tem impacto e sucesso esmagadores, o outro é o da DC Comics.

Segundo o realizador de "Joker", não é possível competir diretamente com a Marvel e foi por isso que decidiu fazer diferente com o filme que recentemente ganhou o Leão de Ouro, o prémio máximo do Festival de Veneza.

"Não é possível bater a Marvel, é um monstro gigantesco", explicou à ComicBook Todd Phillips, até agora mais conhecido pela trilogia de comédia "A Ressaca".

Por isso, acrescentou, a sua abordagem para um projeto no género foi ir no sentido oposto: "Vamos fazer algo que eles não podem".

Enquanto a Marvel liga os seus super-heróis entre si em filmes destinados ao público adolescente, "Joker" não pertence ao Universo Cinematográfico DC onde se relacionam Super-Homem, Batman, Mulher-Maravilha ou Aquaman, e tem uma classificação para adultos por causa da "violência sangrenta forte, comportamento perturbador, linguagem e breves imagens sexuais".

Todd Phillips e Joaquin Phoenix com o Leão de Ouro

No que descreveu como uma das grandes experiências da sua carreira no Festival de Toronto e que os analistas acreditam que o levará aos Óscares, Joaquin Phoenix é Arthur Fleck, palhaço durante o dia, comediante falhado à noite: o filme mostra como caiu na loucura e se transformou no vilão homicida e o grande inimigo de Batman após ser ridicularizado pela cidade de Gotham no início dos anos 1980.

O principal inimigo de Batman já foi interpretado com maestria por Jack Nicholson ("Batman", 1989) e o australiano Heath Ledger ("O Cavaleiro das Trevas", 2008), mas o desempenho da estrela de "Gladiador" tem sido descrito como o mais radical até agora.

Robert de Niro também entra em "Joker", reforçando a assumida referência visual com filmes protagonizados pelo próprio ator, como "Taxi Driver" (1976) e "O Rei da Comédia" (1982), ambos de Martin Scorsese.

"Joker" chega aos cinemas portugueses a 3 de outubro.

VEJA O TRAILER.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.