Julia Roberts ganhou três milhões de dólares pelo seu trabalho de quatro dias em "Um Dia de Mãe", revelou a Variety.

Ainda que distantes dos 20 milhões que recebeu no auge da carreira por “Erin Brockovich” (2000), com o qual ganhou o Óscar, em termos relativos os 750 mil diários ainda a colocam no grupo das mais bem pagas em Hollywood nesta era onde Jennifer Lawrence domina com um salário de 25 milhões.

Resta saber se o valor é suficiente para compensar os estragos na imagem uma vez que, ao lado de Jennifer Aniston, Kate Hudson e Jason Sudeikis, é um dos rostos da campanha de marketing: a comédia romântica recebeu péssimas críticas e foi arrasada nas bilheteiras americanas no fim de semana, rendendo apenas 8,3 milhões de dólares depois de um lançamento de grande escala em 3035 salas.

Tal como tinha acontecido com as desilusões de "Espelho Meu, Espelho Meu! Há Alguém Mais Gira do Que Eu?" (2012) e "O Segredo dos Seus Olhos" (2015), este novo desastre comercial recorda que o nome de Julia Roberts já não é suficiente para levar espectadores às salas.

Além disso, a sua presença está a ser ridicularizada por causa de uma peruca, curiosamente a mesma que a sua personagem em "Notting Hill", uma atriz, usava num dos filmes que protagonizava.

O fracasso de "Um Dia de Mãe" também representa o provável fim do projeto do realizador Garry Marshall de construir filmes que cruzam várias histórias e estrelas de cinema a pretexto de uma data especial, como aconteceu em "Dia dos Namorados" (2010) e "Ano Novo, Vida Nova!" (2011).

Roberts também entrou no primeiro desses filmes, recebendo então três milhões por seis minutos no ecrã.

A atriz já fez quatro filmes com Marshall,  incluindo os muito mais bem sucedidos "Pretty Woman - Um Sonho de Mulher" (1990), que a tornou uma estrela, e "Noiva em Fuga" (1999).

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