A "pretty woman" podia representar uma famosa abolicionista negra no cinema? Parece que sim.

Nos anos 1990, o executivo de um estúdio de Hollywood sugeriu o "casting" de Julia Roberts como Harriet Tubman (1822-1913). E uma diferença que saltava à vista não foi considerada um obstáculo.

A revelação foi feita por Gregory Allen Howard, argumentista e produtor de "Harriet", agora em exibição nos cinemas americanos, numa entrevista disponibilizada pela produtora Focus Features no início deste mês e num ensaio publicado no jornal Los Angeles Times esta terça-feira.

Harriet (2019)

A sugestão foi feita em 1994, quando o clima em Hollywood "era muito diferente", acrescentou.

O executivo terá dito numa reunião que o argumento era "fantástico" e deviam contratar Julia Roberts para ser a ativista que escapou à escravatura e ajudou centenas de negros a fugir para os estados nortistas dos EUA entre 1849 e o fim da Guerra Civil em 1865.

Quando a única pessoa de raça negra na reunião indicou que isso era impossível, a resposta foi "Isto foi há muito tempo. Ninguém vai perceber a diferença".

Sem Julia Roberts, mas com Cynthia Erivo, "Harriet" estreou nos cinemas americanos a 1 de novembro.

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