O ator Sid Haig morreu inesperadamente no sábado aos 80 anos, avançou a sua esposa Susan L. Oberg nas redes sociais.

O ator foi um daqueles secundários do cinema americano com longas carreiras tanto em filmes icónicos como completamente esquecidos, bem como convidado em séries de TV.

No primeiro grupo no cinema estão títulos como "À Queima Roupa", de John Boorman (1967), "THX 1138" (1971), o primeiro filme de George Lucas, e "Jackie Brown" (1997), de Quentin Tarantino, num papel de juiz escrito especificamente para si.

Existe uma explicação: a protagonista era Pan Grier, com quem Sid Haig trabalhara em vários clássicos do cinema "blaxploitation" nos anos 70, incluindo "Coffy" (1973), que Tarantino colocou na sua lista de 20 melhores filmes de sempre (o realizador deu-lhe ainda outro papel em "Kill Bill - A Vingança (vol. 2)").

Foi ainda um dos capangas de serviço na peugada de Sean Connery em "007 - Os Diamantes São Eternos" (1971) e, como recordou há dois anos, teve a oportunidade de atirar Lana Wood em topless (irmã de Natalie Wood) pela janela de um hotel.

Embora "A Desaparecida, o Aleijado e os Trogloditas" (2015) tenha sido o seu último trabalho a estrear nos cinemas em Portugal, Sid Haig é mais recordado pelos filmes de baixo orçamento, principalmente de terror, que o tornaram uma personalidade relevante no circuito das convenções de fãs.

No papel do capitão Spaulding, destaca-se a trilogia de Rob Zombie formada por "A Casa dos 1000 Cadáveres" (2003), "Os Renegados do Diabo" (2005) e o recente "3 from Hell" (2019).

Para o mesmo realizador fez ainda uma nova versão de "Halloween" em 2007.

No pequeno ecrã, foi convidado de séries como "Gunsmoke", "Olho Vivo", "Os Anjos de Charlie", "Os Soldados da Fortuna", "Os Três Duques", "A Ilha da Fantasia", "A Balada de Hill Street" e "MacGyver".

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