Bryan Singer terá sido afastado da nova versão de "Red Sonja" porque nenhum distribuidor de filmes quer estar associado ao realizador que a revista The Atlantic descreveu em janeiro como tendo um alegado comportamento sexual predatório com vários jovens, incluindo pelo menos um menor de idade.

Singer, sobre quem já existiam outras acusações de cariz sexual feitas ao longo dos anos, negou o teor da notícia, dizendo que era uma "calúnia homofóbica", cuja publicação fora "convenientemente aprazada" para tirar partido do sucesso do filme "Bohemian Rhapsody".

Na altura, Avi Lerner, CEO da Millennium Films, anunciou que, apesar das polémicas, iria mantê-lo no projeto e associou a motivação do artigo a uma agenda de "notícias falsas". Esse comunicado foi muito criticado e Lerner recuou, dizendo que tinha sido redigido por um especialista de relações públicas e dera o OK sem lê-lo.

Acrescentou que defendia as alegações deviam ser levadas "muito a sério" e as vítimas ouvidas, mas não concordava com julgamentos nas redes sociais.

Algumas semanas mais tarde, ficou a saber-se que a Millenium Films decidira fazer uma pausa no spinoff da banda desenhada "Conan, o Bárbaro", retirando-o do alinhamento oficial do estúdio.

"Red Sonja" teria um orçamento de 70 a 80 milhões dos dólares, do quais 10 seriam para Singer. Não tinham sido anunciados atores, mas a rodagem era para começar esta primavera na Bulgária.

Agora, num artigo publicado esta quarta-feira pelo The Hollywood Reporter sobre Kevin Tsujihara, CEO do estúdio Warner Bros no centro de um escândalo à volta de homens poderosos de Hollywood, incluindo Lerner, que tentaram ajudar a carreira da sua antiga amante, a atriz Charlotte Kirk, surge discretamente a informação de que Singer foi afastado porque não se conseguiu encontrar um distribuidor para "Red Sonja" nos EUA.

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