Em junho de 2018, Robert De Niro causou sensação nos prémios Tony quando, antes de apresentar Bruce Springsteen, disse "o Trump que se f***".

O episódio repetiu-se no domingo de manhã em direto na CNN e as reações mostram que ofuscou o principal tema da entrevista, que era "O Irlandês", o seu novo épico de "gangsters".

Ao debater no programa Reliable Sources o seu notório desdém pelo atual residente da Casa Branca, o ator disse que os Democratas não tinham alternativa a não ser avançar com o processo de destituição ("impeachment") e Trump "não devia ser presidente, ponto final".

O apresentador Brian Stelter recordou então os prémios Tony para perguntar o que achava das críticas dos comentadores da Fox News por atacar Trump e De Niro acenou com a mão em desprezo e disse "que se f****". Duas vezes.

Apesar dos canais terem um atraso de alguns segundos nos diretos, a estação não censurou o palavrão.

É possível ouvir alguém atrás das câmaras a reagir visivelmente surpreendido e o ator pede desculpas (também por duas vezes) antes do apresentador informar que não estão a violar os regulamentos federais por ser televisão por cabo, mas, ainda assim, "é domingo de manhã".

O ator é então questionado sobre as razões para optar por segir naquela direção.

"Estamos num momento das nossas vidas neste país. Este tipo é como um bandido. Ele vem e disse coisas e repetimos várias vezes: 'Isto é terrível, estamos numa situação terrível, estamos numa situação terrível'. E este tipo continua sem parar e ninguém o trava", foi a resposta.

Brian Stelter seguiu para intervalo e a entrevista prosseguiu, ainda com alguns momentos políticos mas sem mais vocabulário explícito.

Em reação, a Fox News optou por destacar que a CNN transmitiu os palavrões em direto e não apresentou um pedido de desculpas ou reconheceu a situação inusitada.

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