Foi no programa de entrevistas de
Oprah Winfrey que o mais célebre crítico de cinema norte-americano,
Roger Ebert, que perdeu a voz na sequência das intervenções cirúrgicas que sofreu no combate ao cancro da tiróide, fez a sua previsão anual dos vencedores dos Óscares através de uma inovadora tecnologia que emite com a sua própria voz aquilo que ele escreve.

Estas foram as palavras de Ebert: «Prevejo que
Mo'Nique irá ganhar como Melhor Actriz Secundária pela sua interpretação poderosa como a mãe cruel e desequilibrada de
«Precious». Um relativo desconhecido,
Christoph Waltz, ganhou o prémio de Melhor Actor em Cannes por
«Sacanas sem Lei» e nunca mais olhou para trás.

Poucas pessoas previram isto, mas
Sandra Bullock fez um regresso surpreendente com
«Um Sonho Possível». Para Melhor Actor, eu escolho
Jeff Bridges por
«Crazy Heart».

A única categoria de previsão complicada é a de Melhor Filme.
«Nas Nuvens» era o favorito inicial e
«Avatar» pode ganhar após os recordes de receitas de bilheteira que bateu. Mas acho que a vitória irá para
«Estado de Guerra», de
Kathryn Bigelow.

Também escolho
Kathryn Bigelow para o prémio de Melhor Realização. Quem não votar nela irá contra anos de tradição que dizem que o vencedor dos prémios do Sindicato de Realizadores também ganham o Óscar».

As previsões de
Roger Ebert são sempre muito aguardadas todos os anos, e a doença que o mina desde 2002 não o tem impedido de escrever, com a mesma acutilância que sempre caracterizou aquele que foi o primeiro crítico galardoado com o Prémio Pulitzer. A tecnologia de transformação de texto em som que actualmente emprega começa agora a utilizar a sua própria voz, recuperada das muitas horas de emissões televisivas de Ebert e aplicada, palavra a palavra, àquilo que ele vai escrevendo/dizendo.

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