Um braço erguido para mostrar pela primeira vez a caixa da edição em DVD de
«Crepúsculo». Gritos ensurdecedores.
Robert Pattinson ou
Kristen Stewart passam de relance no ecrã que vai mostrando algumas imagens inéditas dos extras. Arraial de gritaria. O público: dos 14 aos 20 e poucos anos com os guardas habituais atrás. Os pais que, à força, também passaram a ser fãs da saga.

Lisboa e o Porto receberam ontem os suores frios dos adeptos da saga literária assinada por
Stephanie Meyer que, depois da primeira adaptação ao cinema, chegou agora ao mercado de DVD. E a recepção foi tudo menos fria. Mesmo sem vampiros, podia ter havido sangue mas, apesar da amostra de histeria em massa, a compra de
«mais de 1500 DVD» fez-se de forma ordeira.

De acordo com
Saúl Rafael, responsável pela edição de «Crepúsculo» em Portugal nos formatos de DVD e Blu-ray,
«estima-se que mais de 2000 pessoas» tenham passado pelas lojas Fnac do Colombo, em Lisboa, e do Mar Shopping, no Porto. Tendo em conta que a tiragem média de um DVD em Portugal ronda os 2000 exemplares, o número é expressivo do fenómeno.

A subida de circulação em Portugal do romance «Crepúsculo», de Stephanie Meyer, de dois mil para cerca de 50 mil livros, foi uma das principais consequências da estreia em Portugal do filme que o adapta, que conseguiu levar mais de
200 mil espectadores às salas de cinema. O livro é o primeiro de uma série que cruza o vampirismo com o romantismo adolescente, e que, ao quarto volume, já vendeu cerca de 42 milhões de cópias em 37 idiomas.

Após o sucesso do filme, claro, a Editora Intrínseca fez seguir de rajada a publicação do segundo e terceiro volumes,
«Lua Nova» e
«Eclipse», estando já na forja a tradução do quarto,
«Breaking Dawn».

Há já quem compare o fenómeno «Twilight» ao de
«Harry Potter», embora a saga de Stephanie Meyer ainda precise caminhar muito para chegar aos 400 milhões de cópias que a série de
J.K. Rowling já vendeu desde 1997. De qualquer forma, tudo indica que o desvario pela série de vampiros adolescentes está ainda a aquecer, e que a estreia do próximo filme que a adapta já em 2009, baseado no segundo livro, vai lançar a sua popularidade para a estratosfera. Certo é que as suas estrelas, Robert Pattinson e Kristen Stewart, se tornaram estrelas da noite para o dia, e que a fita, realizada por
Chris Weitz em substituição de
Catherine Hardwicke, se perfila como um dos grandes sucessos do ano.

E se havia alguém com dúvidas de que o fenómeno também tinha base em Portugal, os encontros da noite passada fizeram com que elas caíssem por terra. Há
«twilighters» portugueses e juntos fazem muito barulho.

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