É mesmo verdade: Rambo vai abandonar a reforma e regressar para um quinto filme.

Sylvester Stallone voltará a ser o protagonista e ainda realizador do projeto, tornando o anúncio oficial ao partilhar no seu Instagram um poster que também indica que a estreia será já no outono de 2019.

No sábado, o Deadline avançava que a intenção era avançar com a rodagem em setembro, o que realmente permite cumprir a estreia no período indicado, e que Stallone, agora a filmar "Creed 2", estaria a trabalhar no argumento, que encontrará o veterano da guerra do Vietname a trabalhar num rancho até ao momento em que a filha de um dos seus amigos é raptada e ele atravessa a fronteira com o México, rapidamente entrando em confronto com um dos seus cartéis de droga mais violentos.

John Rambo nasceu para o cinema com "First Blood / A Fúria do Herói" (1982), que se baseava num livro de  David Morrell, um surpreendente sucesso de bilheteira que ajudou a definir os anos 1980. Surgiram rapidamente duas sequelas: com "Rambo II - A Vingança do Herói" (1985), a personagem regressava ao Vietname para salvar veteranos e deixar um rasto de sangue de vingança, enquanto em "Rambo III" (1988) ia salvar o antigo comandante e acabava a ajudar o povo do Afeganistão na resistência contra a ocupação das forças da União Soviética.

A desilusão comercial do terceiro filme fez Stallone reformar a personagem até ao muito elogiado "John Rambo" (2008), mas em janeiro de 2016, numa entrevista à Variety, ele garantia que a saga tinha chegado ao fim apesar de ter trabalhado durante anos num argumento para o quinto filme.

"O coração quer, mas o corpo diz 'Fica em casa!'. É como com os lutadores que decidem voltar para um último combate e levam uma tareia. Deixo-o para outra pessoa.", garantia nessa altura.

É provável que a violência no México envolvendo o narcotráfico tenha levado Stallone a mudar de ideias, tal como aconteceu com o quarto filme, onde o guerreiro envelhecido e retirado na Tailândia usava as suas ainda letais competências para salvar trabalhadores de ajuda humanitária na Birmânia (Myanmar).

"Sabe quando se percebe que não há mais nada a fazer? Como filme de ação, fiquei muito contente que tivesse lidado com a situação birmanesa. Tinha um pé num assunto atual, a mais longa guerra civil na história, 65 anos naquela altura", recordava há dois anos.

Na mesma entrevista, dizia: "Não resta nada. Quando me pediram para fazer outro 'Rambo', disse 'Se não consigo fazer melhor do que da última vez, e não consigo, então porquê?".

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