Um estudo académico revela que mais de metade das reações negativas ao filme "Star Wars: Os Último Jedi" teve motivações políticas ou não foi feita por pessoas reais, sendo "tentativas organizadas para politizar os debates da cultura pop nas redes sociais com fins estratégicos".

Morten Bay, investigador da Universidade do Sul da Califórnia, analisou as reações no Twitter dirigidas diretamente ao realizador Rian Johnson nos sete meses após a estreia do filme nos EUA, a 13 de dezembro de 2017.

Na investigação de mais de 960 contas, a conclusão do estudo é que 50,9% das mensagens tinham "muito provavelmente motivações políticas ou nem sequer eram humanas".

O grupo inclui 5% de mensagens de "bots" [robôs], 16% de "trolls" [pessoas que sistemativamente tentam desestabilizar os debates e provocar quem neles participa] ou "sockpuppets" [identidades falsas], mais de metade dos quais aparentemente da Rússia, e quase 30% de ativistas políticos que usavam o debate para propagar mensagens que apoiavam causas de extrema direita e a discriminação de género, raça ou sexualidade.

Segundo o estudo, afinal só 21,9% é que expressaram uma opinião negativa sobre "Os Últimos Jedi" diretamente ao realizador e essa percentagem ainda desceu para 10,5% quando foram retirados "bots" , "trolls" e os ditos utilizadores com "motivações claramente políticas".

"O estudo descobriu provas de ações de influência política deliberadas e organizadas disfarçadas de discussões de fãs", escreve Bay.

"O objetivo provável dessas ações é aumentar a cobertura dos 'media' dos conflitos entre os fãs, aumentando e propagando ainda mais uma narrativa de discórdia e disfunção generalizada na sociedade americana", conclui.

O realizador Rian Johnson publicou a ligação para o estudo, escrevendo que "o resumo é consistente com a minha experiência online".

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