Chega aos cinemas americanos a 17 de agosto o último filme que ainda falta estrear de Kevin Spacey após se ter tornado uma das figuras centrais nos escândalos sexuais em Hollywood.

O ator tem um papel secundário como vigarista em "Billionaire Boys Club", que conta história de um grupo de adolescentes de boas famílias na Los Angeles dos anos 80 que arranjaram um esquema Ponzi para enriquecer depressa.

Uma vez que a Netflix despediu Spacey da sexta e última temporada da série "House of Cards" e decidiu não exibir o já concluído "Gore", um filme sobre Gore Vidal, este filme, feito há dois anos e meio, é o último ainda inédito do vencedor de dois Óscares acusado desde o fim de outubro do ano passado de abusos sexuais e abordagens indesejadas por vários homens, na Grã-Bretanha e nos EUA.

Após as denúncias se terem tornado públicas, numa das mais famosas consequências do escândalo desencadeado pelos alegados abusos sexuais cometidos pelo produtor Harvey Weinstein, ficou famosa a forma como a Sony e o cineasta Ridley Scott optaram por cortar a sua participação em "Todo o Dinheiro do Mundo", colocando Christopher Plummer no papel do milionário americano J. Paul Getty.

A distribuidora Vertical Entertainment não teve essa oportunidade, mas deu conta em comunicado citado pelo The Hollywood Reporter que considera as alegações contra Spacey "angustiantes" e que a decisão de exibir o filme "não foi nem fácil nem insensível".

Reforça que o restante elenco e as centenas de pessoas da equipa não devem ser penalizadas pelas acusaões contra o ator, que tem um papel "pequeno e secundário", mas que é destacado no trailer.

Ansel Elgort e Taron Egerton são as cabeças de cartaz. Outros atores no projeto são Emma Roberts, Jeremy Irvine, Cary Elwes, Judd Nelson e Billie Lourd.

Seguindo uma estratégia habitual, a Vertival vai lançar "Billionaire Boys Club" primeiro em VOD a 17 de julho, o que significa que a estreia nos cinemas será provavelmente em 25 salas ou menos.

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