Ao longo da década de 90, a carreira de
Vera Farmiga, de 36 anos, viveu na alternância entre teatro e televisão, com uma afirmação progressiva de um talento que levou tempo a ser reconhecido. No cinema estreou-se em 1998, num filme de má memória,
«Return to Paradise», mas que foi um primeiro passo numa escalada para papéis mais relevantes em películas de maior qualidade e visibilidade.

Em 2000, chegaria
«Amar em Nova Iorque», em que contracenaria com
Richard Gere, e no ano seguinte
«15 Minutos», com
Robert De Niro como companheiro de elenco. Seguiu-se
«O Candidato da Verdade», em 2004, e em 2005 impressionou pela primeira vez como a protagonista toxicodependente de
«Down to the Bone», que lhe valeu o prémio de Melhor Actriz da Associação de Críticos de Los Angeles. Infelizmente, poucos viram o filme, tal como o muito elogiado
«Medo de Morte», em que participou no ano seguinte.

Foi em 2006, que a sua celebridade verdadeiramente explodiu, ao ser o rosto novo do elenco de estrelas de
«The Departed - Entre Inimigos», de
Martin Scorsese, que venceu o Óscar de Melhor Filme.

Os frutos desse reconhecimento surgiriam em 2007 com papéis protagonistas em
«O Rapaz do Pijamas às Riscas» e 2008 com a fita de terror
«Orfã», para além de
«Nas Nuvens», que lhe valeu uma avalanche de nomeações a prémios de Melhor Actriz Secundária, incluindo ao Óscar.

A sua beleza invulgar e a capacidade de dar complexidade interior a figuras de grande sensualidade fazem dela uma figura rara, que o cinema norte-americano poucas vezes tem aproveitado como devia.

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