Os sucessos recentes de "Bohemian Rhapsody" e "Rocketman", respetivamente sobre Freddie Mercury e Elton John, confirmaram o grande interesse dos espectadores de cinema pelas vidas das lendas da música.

O próximo filme a chegar aos cinemas, já em maio, é sobre David Bowie e chama-se "Stardust", mas tem um "senão": não vai ter as suas músicas.

Já se adivinhava que o projeto iria enfrentar dificuldades: quando foi anunciado, no início do ano passado, o filho do artista falecido em 2016, o realizador Duncan Jones, escreveu nas redes sociais que família não tinha cedido os direitos e acrescentou que o público é que tinha de decidir se queria "ver um biopic sem a sua música ou a benção [da família]".

Agora, os produtores, os mesmos do premiado documentário "McQueen", confirmaram ao The Times [acesso condicionado] que a família de David Bowie baniu mesmo o uso do catálogo para o filme sobre a sua primeira visita aos EUA em 1971, viagem que o inspirou para criar o alter-ego Ziggy Stardust.

O produtor Paul Van Carter acrescentou ao jornal que a proibição tinha a vantagem de permitir que "Stardust" seja um "drama independente [vocacionado para nichos de mercado] e não um álbum dos maiores êxitos".

No mesmo sentido vai o intérprete do jovem Bowie, o ator e cantor Johnny Flynn, conhecido por ter contracenado com Anne Hathaway em "A Canção de Uma Vida" (2014) e as séries "Lovesick" e " Genius".

Em entrevista separada ao mesmo jornal, garantiu que nem sequer fazia sentido usar as músicas icónicas: "A intenção era fazer um filme para o qual a música quase seria um entrave. Trata-se de uma fase invulgar da sua vida".

"Para contar essa história, teria sido prejudicial usar as músicas que as pessoas reconhecem. Ele estava a fazer 'covers'. Ele interpretava Jacques Brel e temos os direitos dessas canções", acrescentou.

"Stardust" está comprado para Portugal e aguarda data de estreia.

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