Em declarações domingo após o término do desfile da classe -B, na Nova Marginal, Paixão Júnior acrescentou existirem várias outras alterações locais que concorrem para a ausência do Entrudo nos bairros como antigamente e que a inversão do quadro exigiria maior investimento financeiro.

“Nos mudamos muito em termos de condições. Há alterações locais que fazem com que o Carnaval não desfile pelas ruas, além da questão de segurança”, reiterou.

O também presidente do clube Progresso Associação do Sambizanga aferiu que num período onde se escasseiam recursos financeiros, a prudência aconselha ser melhor confinar o Entrudo em três únicos actos na Nova Marginal (classe infantil, classe -B e classe -A), além de exibições nas respectivas sedes.

Outro factor apontado pelo membro organizador do Carnaval da província de Luanda prende-se também com a ausência de alguns agentes que antigamente apoiavam a realização do acto, acrescentando não se poder esperar o mesmo do antigamente por as condições não serem iguais.

Apesar deste factor (ausência do Carnaval nas ruas), Paixão Júnior afirmou que o Entrudo, particularmente na capital do país, continua dinâmico, absolveu algumas experiências de outras paragens, como do Brasil, sem desvirtuar a essência da cultura nacional.

Defendeu o alargamento do tempo de actividades, explicando que na capital do país o Carnaval inicia apenas em Setembro, seguindo-se um conjunto de actos qualificativos a partir dos municípios e da província, a fase da gravação das canções e ensaios.

“Há muito pouca actividade para o Carnaval. Vamos ver se conseguimos para a edição de 2017 colocar em permanente acção os grupos que mais se destacarem”, enfatizou.

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