Em declarações à Angop, o responsável da Secção Municipal de Cultura na Catumbela, Jorge Augusto, aponta orientações da direcção provincial do sector, segundo as quais, a partir deste ano, o Carnaval da província de Benguela será municipalizado, isto é, cada município organiza o seu evento.

Por essa razão, informou, os responsáveis do Bravos da Vitória comunicaram à Direcção Municipal da Cultura sobre a sua desistência, alegando não haver competitividade no município.

“Se ao nível de toda província a disputa tem sido quase insignificante, devido a sua superioridade estética, musical e mesmo em termos de alegorias e organização da franja de apoio, não encontra, localmente, qualquer outro grupo para fazer a festa do Carnaval que tanto a população preza”, refere Jorge Augusto, que indica este facto como sendo o argumento de razão da direcção do Bravos da Vitória.

Jorge Augusto Lamenta o facto de não poder dar o ar da sua graça, este ano, apesar de várias demarches que foram empreendidas no sentido de os levar a reverem a sua posição.

Por seu vez, Mário Cagibanga, director provincial da Cultura, aponta como um dos argumentos o facto de no desfile provincial quando se canta uma canção de elevado valor cultural, em língua local, os assistentes e mesmo o júri, às vezes não têm noção da mensagem transmitida tanto pela dança como pela música ou ainda por outros meios complementares exibidos que passam despercebidos, dai a necessidade da municipalização, para maior valorização da herança cultural de cada região.
 

Para a presente edição, a primeira a ser disputada nestes novos moldes, a Catumbela tem inscrito sete grupos, entre adultos e infantis.

Fundado em 1978, o grupo da Catumbela que, até 2011 representou o município do Lobito.Teve como percursor Mário Santo, já falecido, tendo participado em 34 desfiles provinciais e 12 municipais.

O colectivo é detentor de 25 títulos na província de Benguela.

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