Para a actriz, o Carnaval é uma forma de expressão que está em constante evolução, que nos liga ao nosso passado e mostra muito sobre a forma como cada cultura interage com o ambiente que a rodeia.

 

"O poder do Carnaval exemplifica o modo como esta forma de arte pode ser determinada  na vida dos povos, pela celebração daquilo que nos torna diferentes dos outros”, afirma.

 

Questionada sobre o que realmente faz nesta data, Elisângela diz que o modo de celebrar varia muito. Algumas vezes celebra com a família, prepara as sobrinhas pequenas e brinca com elas.

 

“Fazemos desfiles, um concurso de misses, brincamos muito, gritamos de alegria, porque eu aprendi que as crianças são felizes com tudo que lhes dá carinho, diversão e sustento e devemos ensiná-las a serem livres e felizes”, garante.

 

A actriz também costuma assistir os desfiles da Marginal. "Nada melhor do que valorizar a nossa cultura. Adoro e aprecio muito as nossas festas carnavalescas."

 

Neste Carnaval, Elisângela escolheu a fantasia de médica. “Por ser algo simples”, explica.

 

A nossa sociedade tem comentado sobre a falta de interesse no Carnaval este ano. Há quem aponte a crise económica como um dos motivos. Sobre o assunto a apresentadora comenta:

 

"Não notei o desinteresse das pessoas pelo Carnaval. Porque só oiço perguntas do tipo ‘vais celebrar onde?’, ‘vais fantasiada de quê?’, etc. O que me deu a entender que o interesse por ele ainda se mantém”, opina.

 

O Carnaval brasileiro merece destaque na cultura angolana já a muitos anos. Há quem prefira até às cores e a ginga do povo brasileiro. Sobre o tema Elisângela diz que cada cultura é uma cultura e o nosso povo ainda valoriza sim o que é nosso. 

 

"Claro que é bem verdade que existe uma mistura de culturas onde conhecemos outros hábitos e costumes, onde mergulhamos em outras culturas e outras mergulham na nossa. Aprendemos com os outros e os outros connosco e isto faz parte porque existe a globalização. Mas do meu ponto de vista e como angolana de raiz que sou, nós ainda damos mais atenção ao nosso e não ao que é de fora”, termina.

 

 

 

Ianick Fernandes

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