A performance do grupo demostrada na rua Augusto Ngangula (1º rua), palco do evento, sobretudo a harmonia da dança, música, alegoria e mensagens, assim como a indumentária convenceu o júri presidido pelo professor Moisés Jeremias Samosse.

Com esta vitória, o grupo DBNC eleva para oito o número de títulos ganhos, sendo quatro consecutivas (2011 a 2014).

O “Eternos Saimbuanda” alcançou o segundo lugar, com 220 pontos, enquanto o “30 de Novembro” com (210 pts) foi o terceiro classificado.

Já na classe infantil, o grupo Baffus Produções, pela segunda vez consecutiva, foi o vencedor com 263 pontos, seguido do Nhanguelengue (257 pts) e as Estrelas do Catambor (214 pts).

Como prémio na classe de adultos o primeiro classificado irá receber 700 mil Kwanzas, 2º classificado, 500 mil e terceiro 400 mil. Enquanto na classe infantil o vencedor receberá 400 mil Kwanzas, o segundo, 300 mil e 200 mil para o terceiro classificado.

Ao falar à imprensa, o porta-voz do grupo DBNC, António Matias “Zibo”, enalteceu o empenho dos membros do seu grupo, tendo apontado o trabalho em equipa como o segredo da vitória.

Já o responsável do grupo carnavalesco Baffus Produções, Daniel Chilepo, mostrou-se regojizado pelo apoio dado pela administração municipal do Moxico, visto que a participação do grupo estava condicionada.

O desfile provincial do carnaval teve a participação de 20 grupos carnavalescos, sendo 15 infantis.

Numa ronda feita pela hoje pela Angop, no local os apreciadores do carnaval consideraram de apertado o espaço onde decorreu o desfile da presente edição, o que dificultou o acesso do público, sobretudo as crianças.

O assistente Jaime Koji defendeu a necessidade de preservar a cultura por meio de danças e cânticos produzidos por instrumentos como batuques, kissange, entre outros ritmos tradicionais, ao invés dos fornecidos pelos aparelhos sonoros modernos.

Afirmou que o recurso aos ritmos tradicionais vai permitir a preservação da cultura desta região predominada pela etnia Tchokwé.

Ao corroborar com a ideia Salvador Cacoma referiu que o não uso de instrumentos acústicos no carnaval está a limitar a técnica e a capacidade dos integrantes dos grupos carnavalescos de manusear os instrumentos tradicionais, principalmente a nova geração.

Considerou que as danças típicas da região como, a Tchianda, Makopo e Katchatcha, exibidas durante o desfile de hoje, pelos grupos infantis, superaram a dança moderna, sugerindo que se aposte seriamente nesta modalidade.

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