Em declarações à Angop, os responsáveis dos grupos carnavalescos do Zaire acham que o Executivo não deve ser o único órgão responsável pela organização e patrocínio das colectividades participantes do Entrudo, por isso defendem a necessidade dos empresários apoiarem também o evento.

O responsável do grupo "Avante Paz", Afonso Mundonga, é de opinião que a estrutura do carnaval deve conhecer um novo figurino que permita aliviar o Estado de todos encargos financeiros da realização do Entrudo.

O carnaval, ressaltou, é também um espaço onde as empresas podem publicitar os seus produtos, serviços e marcas, em troca de patrocínios.

Lamentou o desinteresse de certos empresários da região em apoiar a festa da maior manifestação cultural do país.

"Essa postura só demonstra certo desconhecimento das vantagens que o Carnaval pode representar para o mercado e para as próprias empresas", reforçou.

Segundo o director artístico do grupo carnavalesco “União da Mangueira”, Manuel Barros, em certos país o Carnaval já constitui um produto turístico vendável que permite arrecadar receitas para o Estado e fonte de negócio para os empresários locais.

Para tal, ressaltou, é necessária uma aposta forte da classe empresarial e das indústrias turísticas, assim como a reformulação de toda a máquina organizativa do evento para tornar esta manifestação cultural mais atractiva para cidadãos.

Já o responsável do grupo “Ngangula, Joel Santos, disse que havendo patrocinadores permanentes do Carnaval permitirá que os grupos passassem a realizar os seus ensaios regularmente, ao invés de apenas o fazerem semanas antes de cada edição.

Trinta e oito grupos carnavalescos, oriundos dos seis municípios da província do Zaire, vão participar no desfile de dia 13, a decorrer na cidade de Mbanza Kongo.

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