Em declarações à Angop, o coordenador do grupo, Alberto Caiombo “Bate-Papo”, argumentou que a intenção é incutir nesta franja da sociedade o hábito de continuar a exibir a vasta cultura da região, a julgar pela depreciação do Carnaval por parte da maioria da população.

Os responsáveis dos grupos carnavalescos têm encontrado imensos obstáculos na organização do Entrudo, principalmente na escolha de pessoas interessadas em dançar o Carnaval.

O responsável defendeu, por outro lado, o regresso do Carnaval de rua, assim como a realização desta manifestação popular em todos os municípios da província, tendo em conta a importância que o evento representa a nível da cultura angolana.

Em relação ao seu grupo, fez saber que leverá oa local do desfile 120 foliões na classe de adultos, enquanto na infantil contará com 60 integrantes.

O grupo de adultos irá demonstrar os hábitos e costumes do povo Luvale, com o estilo de dança catxatxa, cuja mensagem incentiva as sogras, sobretudo para apoiar os lares dos seus filhos.

Na classe infantil, acrescentou, o lema será desencorajar os actos de corrupção na sociedade, através da exibição de uma peça teatral, com participantes trajados de indumentária cingida em folhas, raízes e sacos.

O grupo carnavalesco de adultos das Organizações Luvale foi criado em Novembro de 2008. Conquistou três troféus (2010/ 2015 e 2016), enquanto na classe infantil desde a sua existência, em 2012, ocupou a terceira posição, em 2013 e segundo lugar em dois anos consecutivos, 2014 e 2015).

Para a edição 2018, no Moxico, 15 grupos na classe infantil irão desfilar no dia 10 de Fevereiro e 14 de adultos entrarão igualmente em acção três dias depois.

O título, na classe de adultos, está em posse do grupo Baffus Produções, sendo que o mesmo grupo, na classe infantil, tem o título.

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