Com muita batucada e ritmo, os grupos passaram pela pista da Nova Marginal motivados e confiantes por uma boa classificação no final, mostrando toda ginga, alegria e a força necessário para se atingir os objectivos preconizados.

Com mensagens refletidas sobre o dia-a-dia da sociedade angolana, facto patente nos carros alegóricos, os grupos referiram-se a reconstrução nacional, a valorização da mãe, da mulher, assim como da moeda nacional, o kwanza, e da cultura angolana.

O União Tonesa homenageou a sua antiga rainha Nuna, numa organização perfeita dos seus bailarinos. Já o Café de Angola abordou o trabalho da mãe zungueira que dia a dia sai à rua vendendo produtos para o seu sustento.

O União Nova Geração do Mar destacou-se com uma escultura com a figura do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, ressaltando também a beleza do país.

Para o União Dima Dya Angola, "O Kwanza é novo e deve ser respeitado como moeda do país". O carro alegórico foi muito bem concebido, representando o Banco Nacional de Angola.

A homenagem a mãe e a mulher angolana no geral coube ao grupo União Etu  Mudietu, que ressaltou o valor da camada feminina na sociedade. A sua corte, com 12 elementos estava organizada.

Já o União Juventude Unida do Kapalanga, dançou o kazukuta, exibindo na seu carro alegórico pedreiros em pleno trabalho.

Com o tema da música "trabalhador", o som do batuque era muito audível.

O União 54, participante de 33 edições carnavalesca, não foi tão contagiante na sua exibição. Este grupo integrou no seu núcleo fundamental muitas crianças, o que não é muito salutar.

O União Jovens do Mukuaxi também retratou a actividade da mulher zungueira, que dia a dia ganha ?o pão?.

Para o União Estrela do Pita referiu-se igualmente a reconstrução nacional, com pedreiros em cima do carro alegórico a construírem novas cidades.

O União kwanza, 33 anos no carnaval, apresentou não muito organizado. O amarelo e o vermelho foram as cores dominantes deste colectivo.

O União Twafundumuka destacou a beleza da cidade capital de Angola, Luanda, onde a imagem do Banco Nacional de Angola, Museu Nacional das Forças Armadas estavam em realce.

Com uma corte de seis elementos, o União 17 de Setembro exibiu-se com uma organização dos seus bailarinos, o que foi belo de ser apreciado.

"Luanda limpa, cidade limpa" foi o cerne da abordagem do Unidos do kilamba Kiaxi no Carnaval de Luanda da classe B.

O União Domant, que encerrou o desfile, não deixou de se debruçar do dinheiro angolano, " Kwanza", que possui agora outra cara.

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