Coordenado pelo representante da União Nacional dos Artistas e Compositores na província do Huambo, Pascoal Pedro Nhanga, o grupo começou a desfilar, no largo Saidy Mingas, cantando o hino nacional, para, de seguida, exibir uma peça teatral, apelando o fim da violência doméstica na sociedade e a emancipação das mulheres.

Quis o destino que fosse, entre os cinco concorrentes, o primeiro a desfilar, exibindo um cartaz gigante no qual se podia ler “Angola 40 anos de Independência – com as mulheres rumo ao desenvolvimento social e económico do país".

Bastante ovacionado pelo público, o responsável do grupo das Artes aproveitou os 25 minutos de exibição para oferecer uma estátua da heroína Deolinda Rodrigues ao governador da província do Huambo, Kundi Paihama, que testemunhou o desfile do carnaval.

Com cerca de 220 foliões, entre actores, músicos, declamadores de poesia, artistas plásticos, escritores e compositores, o grupo das Artes apresentou-se com uma indumentária com as cores da bandeira nacional (vermelho, preto e amarelo), um sinal de patriotismo e respeito pela identidade nacional.

Durante os 25 minutos, os artistas dançaram ao ritmo da cabetula, cazucuta, semba, kilapanga, kuduro e rebita, convencendo o corpo de júri que os distinguiu como vencedores desta edição do entrudo provincial.

O grupo das Artes foi fundado em 2010, com finalidade de animar os desfiles do carnaval, e um ano depois  começou a competir.

Sagrou-se vencedor nas edições 2012 e 2013 e em 2014 ficou na 2ª posição do Entrudo, ganho pelo grupo do Instituto Superior Politécnico, no seu ano de estreia.

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