Numa iniciativa do Ministério da Cultura, o evento teve nas duplas Nazarina Semdo/Djamila D’Alves, Isidora Campos/Gregório Mulato e em Calabeto as maiores referências de uma jornada que visou enaltecer o papel desempenhado pelo União Povo da Samba ao longo dos tempos em prol da valorização, divulgação e preservação do Carnaval de Luanda.

Em pouco mais de duas horas, os presentes, numa plateia onde se destacaram a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, a viúva do primeiro presidente de Angola, Maria Eugenia Neto, e o presidente do tribunal constitucional, Rui Ferreira, ouviram e dançar ao ritmo do Carnaval, num pré ensaio para a festa dos dias 1, 2 e 4 de Março na pista da Nova Marginal.

 Sob direcção artista do músico Santocas, a organização deixou no local um misto de dança carnavalesca e humor, a cargo do grupo Tunezas, que, com às suas sátiras provocou inúmeras gargalhadas na sala.

Como homenageado do ano, o União Povo da Samba teve direito a um diploma de mérito e três milhões de kwanzas. O grupo, que será o primeiro a pisar a pista de rodagem da Nova Marginal no dia 4 de Março o fará este ano na qualidade de mero animador, já que a homenagem o retira da fase competitiva.

O grupo carnavalesco União Povo da Samba é a continuidade do então designado União Povo da Corimba, fundado a 05 de Janeiro de 1973, tendo na altura , como presidente o falecido José da Cruz.

Participou em todas as edições do Carnaval de Luanda, com um percurso digno de referência, com relevância para um 1ª lugar na classe B de adultos em 2008 e 3ª lugar em 2013.

À semelhança dos vários grupos que têm origem na Samba, Ilha do Cabo, Sambizanga  dança samba/varina, trajando avental, blusa e lenço ou chapéu.

Alguma das alas são trajadas à besangana, sendo visíveis a predominância de panos coloridos de chita , mabela e jiloxa. Esse trajes constituídos por panos, quimono, lenço ou turbante e ponda são acompanhados de outros adornos como missangas ao pescoço, nos pulsos e nos calcanhares. A essas palamentas junta-se as quindas/bacias a cabeça com abanos nas mãos.  

Os homens apresentam-se, geralmente, com panos de chita e outros modelos, amarrados a cintura, uma camisola de meia-lua, turbante ou chapéu. Mos tempos mais recentes, à semelhança de outros grupos, usam calças coloridas, geralmente de cetim, camisola de mangas, colete, chapéu. Nesta ala são visíveis outros elementos, com trajes de marinheiros representando o seu metier, a pesca.

O corpo de percussão do povo da samba é dominado pelos tambores unimembramofones(caixa) e bimembramofones (ngomas), pelas dilongas, chocalhos (usados pelas membros da ala de cobertura trajados de índios), dikanza e outros instrumentos circunstancias.

A música é caracterizada pela melodia sincopada que marca a cadência do semba, plena de mensagens que retratam o quotidiano do seu habitar e das gentes de Luanda.

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