Para tal, o responsável manteve um encontro com as direcções provinciais da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto e responsáveis de grupos carnavalescos para a recolha de contribuições que servirão para a elaboração do diploma.

De acordo com responsável, que falava à imprensa durante a mesa redonda sobre o Carnaval de Angola: perspectivas e desafios, pretende-se desenvolver um plano estratégico em que o Estado actue como regulador, criando políticas para que os grupos se transformem em associações, com capacidade organizativa e participação exitosa nas exibições, sem descurar o papel do Estado, por via do Ministério da Cultura.

“Apesar das rubricas no OGE dedicadas ao financiamento do Carnaval, é necessário que se crie uma dinâmica fora da cabimentação do Estado para que o mesmo possa ser sustentado, uma vez que se verifica um aumento do número de participantes e não há uma capacidade financeira para dar resposta”, justificou.

É pretensão também que a sociedade civil assuma ainda mais a sua participação no Entrudo a todos os níveis.

No entender do director provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto de Benguela, Cristóvão Kajibanga, os grupos devem ser transformados em organizações, mais para isso é necessário que haja assessoria para o fomento organizacional de maneiras que percebam as vantagens e permita que os grupos recolham algum subsídio junto dos lojistas, do morador na sua área de jurisdição, não aguardando apenas o auxílio do Estado.

Tenciona ainda que os grupos já transformados em associações, tivessem o estatuto de utilidade pública, na qual teriam legitimidade de junto da comunidade e outras instituições de estado poderem fazer acordos de financiamento.

Para o director provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto da Huíla, Osvaldo Lunda, é necessário capitalizar as estruturas intermédias do carnaval, bastando apenas o Estado estabelecer as balizas e as directrizes.

No seu ponto de vista é igualmente necessário maior divulgação da Lei do Mecenato, no sentido das empresas perceberem como devem apoiar as actividades culturais, desportistas e outras de formas que os grupos se tornem independentes do Governo.

Por sua vez, a directora provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desporto da Lunda Norte, Esmeralda Maximata, destacou o défice financeiro que tem sido um dos pressupostos para o empobrecimento do carnaval no país, e que a disponibilidade cabimentada é exígua para aquilo que tem sido a maior festa popular.

Disse que a maior atenção tem sido dada as províncias de Luanda, Benguela e Namibe em detrimento das províncias do leste do país, se comparado ao orçamento que tem recebido.

Exemplificou que a província em 2019 recebeu dois milhões e 500 e tem a participação dos 10 municípios com 80 grupos carnavalescos.

O secretário-geral da Associação Provincial do Carnaval de Luanda (APROCAL), António de Oliveira (Delon), é de opinião que na comissão organizativa do Entrudo se incorporem outras instituições ministeriais, além do Ministério da Cultura, como as Finanças, o Turismo e o empresariado.

De igual modo, deve-se rever o papel das administrações municipais, pois se verifica um distanciamento junto dos grupos.

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