O motivo do “divórcio” entre o público luandense com o desfile da classe B pode ter a ver com a ameaça de chuva, que se fez sentir na manhã e tarde e o pouco interesse que essa categoria tem despertado entre os foliões.

A pequena, mas organizada e entusiástica, plateia fez sentir a sua presença apoiando com palmas, cantos, danças, assobios e palavras de incentivo dirigidas ao grupo de sua preferência, factor que empestou outra alegria e brilho ao carnaval da classe B.

A organização do evento parece ter escutado as vozes críticas e emendando certas falhas cometidas sábado, dia do desfile da categoria infantil, como atraso para o início da actividade, fornecimento tardio de energia eléctrica para assegurar o funcionamento das bancas dos órgãos de comunicação e consentir a presença de multidão defronte à pista, que impedia o trabalho dos jornalistas.

A actividade seguia o seu rumo normal, até que a “pintura foi borrada” com falhas no sistema de som, que prejudicou quatro grupos, sendo a “branca” mais notada e prolongada registada na passagem do União Amazonas do Prenda, que dançou sem música durante cerca de 10 minutos, “gaffe” que retirou certo colorido ao evento.

Apesar das contrariedades, os dez concorrentes da classe B puxaram pelos “galões” e apresentaram no tapete asfáltico da Nova Marginal todos os argumentos que os habilitam, em 2020, fazer parte da selectiva e prestigiada categoria A, do Carnaval de Luanda.

Ao grupo Unidos do Zango, do município de Viana, foi-lhe dada a primazia de abrir o desfile, enquanto União Angola Independente, da municipalidade do Kilamba Kiaxi, ficou com a responsabilidade de fechar a competição da classe B.

As colectividades levaram ao palco da Nova Marginal de Luanda indumentárias dos mais variados feitios e cores, das quais o vermelho, azul, branco, verde, preto e o amarelo a sobressaírem.

Já nas suas canções, os grupos apelavam à harmonia, concórdia, paz, amor ao próximo, patriotismo, respeito aos bens públicos, entre outros valores sociais e culturais.

As três danças executadas pelos bailarinos dos dez grupos foram o semba, kabetula e a kazucuta, respeitando os passos e compassos dos três estilos, os artistas deram um recital do bem bailar os ritmos tradicionais, para o entusiasmo da assistência.

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