Segundo a ministra, que falava durante uma audiência concedida a artista que serviu para uma abordagem sobre o projecto governamental de internacionalização da cultura angolana, pretende-se que com a indicação de Yola Semedo se consiga levar todos os segmentos da sociedade angolana a participar activamente na maior manifestação cultural angolana.

Carolina Cerqueira adiantou que a envolvência dos artistas e agentes culturais nas acções do Carnaval enquadra-se no projecto de internacionalização da cultura angolana, bem como a forma de dar a festa em causa uma outra dimensão tendo em conta o facto de ser uma modalidade que traz a público a história da cultura angolana.

A partir da data em causa, a artista será incluída em todas as actividades ligadas ao Carnaval, tendo igualmente a missão de o divulgar sempre que estiver em algum fórum cultural, nomeadamente durante as suas aparições públicas (espectáculos e outras actividades).

A artista manifestou-se satisfeita com a indicação e disse que tudo fará no sentido de ajudar a promover e preservar a história do Carnaval angolano.

“É uma honra ser indicada a rainha do Carnaval angolano, a maior festa cultural angolana. Desde pequena que sempre dancei razão pela qual o Ministério da Cultura pode contar com a minha participação actividade em todas as acções”, reforçou a artista em entrevista à imprensa.

Sobre o projecto de internacionalização da cultura angolana, Yola Semedo adiantou que os artistas angolanos tudo têm feito no sentido levar além-fronteiras o nome de Angola.

“Através da música temos conseguido fazer com vários povos saibam um pouco mais sobre a história de Angola e com um projecto bem dileneado e sob a condição das autoridades vamos, de certeza, reforçar as acções de promoção do nome do país, através da cultura no exterior”, disse Yola Semedo.

A cantora considerou que a aposta do Ministério da Cultura em aproximar e buscar sugestões sobre o sector nos agentes culturais é bem-vinda, por serem os principais promotores e preservadores dos traços identitários da angolanidade.

Reza a história que o Carnaval chegou a Angola há vários anos por via dos portugueses. A performance de cada grupo era definida na base dos aplausos e aceitação do público, sendo considerado o melhor quem arrastasse maior número de foliões.

Após a independência, alcançada a 11 de Novembro de 1975, o primeiro Carnaval aconteceu em 1978, tendo como vencedor a União Operário Kabocomeu.

O ressurgir das festividades carnavalescas na então República Popular de Angola foi protagonizado pelo Fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, designando o Entrudo de Carnaval da Vitória.

Num discurso realizado no actual distrito do Cazenga, o escritor e também poeta nacional de todos os tempos apelou aos angolanos à celebração das vitórias conquistadas pelo país. O Carnaval da vitória reinou por longo tempo.

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