Este número de bens patrimoniais classificados resulta de uma lista de um milhão e 350 mil monumentos e sítios inventariados no país.

Em declarações à Angop no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a responsável lamentou, no entanto, o facto de alguns estarem em degradação, apesar do esforço do Executivo destinado a restauração, colocando em causa a sua existência.

Cecília Gourgel afirma que a reabilitação dos monumentos, por serem edifícios antigos, é onerosa, tendo em conta que obriga a manutenção das linhas arquitectónicas a fim de não perderem os seus traços característicos iniciais.

Lamenta, no entanto, o facto de o esforço do Executivo ligado a restauração dos monumentos esbarrar nas acções de vandalização dos mesmos, afirmando que se tem trabalhado com as administrações locais e a realização de campanhas de sensibilização para evitar a destruição destes bens patrimoniais.

Cecília Gourgel enalteceu o trabalho das autoridades portuárias e do SME que têm garantido o tráfico de peças valiosas do património nacional.

Já director do Museu Nacional da Escravatura, instituição classificada como património artístico cultural, Vladimiro Fortuna, afirmou que nos últimos anos o espaço  tem  observado melhorias significativas fruto do investimento público, resultando na melhoria das condições de conservação do edifício  e acomodação do acervo.

Destacou ainda a aposta interna ou seja na qualificação dos funcionários para se garantir a execução de acções de investigação, tendo em conta o enriquecimento do acervo museológico.

Apesar de lamentarem o estado de degradação de alguns monumentos históricos, os usuários consideram serem importantes por preservarem a cultura e a história dos povos.

Ana Rosa diz que dos monumentos e sítios visitados o que mais a impressionou é a preservação do Palácio de Ferro, reprovando, no entanto, o estado actual do Largo do Pelourinho.

Considera necessário que se faça um trabalho ardo no sentido de atrair mais visitantes e assim todos saibam da história de Angola.

Para Jorge Manuel, estes locais contam a história de um povo e a história de um povo não se apaga, sendo necessário salvaguardar o património de todos.

O também professor referiu haver muita  pouca divulgação destes locais, apelando as instituições que respondem pela cultura a desenvolverem acções que dignifiquem estes locais.

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi instituído em 1982 pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMS) e aprovado pela UNESCO no ano seguinte, com o objectivo de sensibilizar os Estados membros a diversificar, proteger e conservar o património cultural.