Esta afirmação, foi feita pelo artista à Angop,  por ocasião da sua exposição intitulada “Projecção Onírico Diálogos Inter-Dimensionais”, que estará patente ao público  até o próximo mês de Junho.

Segundo o criador, o actual momento das  artes plásticas é bastante positivo, pois tem  surgido novos talentos com trabalhos com qualidade, facto que constitui um estimulo no  crescimento das artes.

Na mesma perspectiva, o artista defende que deve existir apoios por parte das instituições de direito e a participação da classe  empresarial a nível de cada província, por forma a estimular os criadores.

Mostrou-se satisfeito com o surgimento de  instituições de ensino das arte no país, o que  representa uma ferramenta de grande  importância para o engrandecimento da cultura nacional.

Neste contexto, apela aos jovens talentos, no sentido  de capacitarem-se aproveitando as oportunidades existentes no país de modo a   contribuir para a melhoria da qualidade das artes plásticas.

Na exposição Projecção Oniríco-Diálogos Inter-Dimensionais, o artista usou técnicas, como soldadura, através da qual fez da serralharia uma arte, onde através das correntes recicladas conseguiu apresentar telas com mensagens objectivas.

A exposição comporta mais de trinta quadros, dos quais alguns usou material reciclado em metal , madeiras talhadas, pintura e escultura.

Títulos como “ Amor às cegas “, “ Zungueira da Salvação “, “ O Peso da Maternidade “, “ Dança da Felicidade “, entre outros comportam a exposição individual do artista.

Agostinho José João, de nome artístico Kanundula, surge no inicio dos anos 90, com a banda desenhada. Ao longo do seu percurso artístico participou em algumas exposições colectivas com destaque a Ensa Arte e Coopearte, entre outras.