Dezasseis países africanos e outros da Europa e América do Sul foram convidados para participar no evento, entre os quais Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, RDC, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália.

A agenda do evento, que tem duração de cinco (5) dias, reserva um festival de culturas, a decorrer no Museu de História Militar, os fóruns da mulher, da juventude, de ideias e de parceiros, que vão concentrar os participantes no Memorial Drº António Agostinho Neto.

Trata-se de plataformas de reflexão sobre o futuro de África, com abordagens focadas sobre a educação, ciência, cultura ao serviço da cultura de paz em África, prevenção de conflitos e o papel da mídia na promoção da paz.

Para o efeito, fazem-se já presentes no país os presidentes da Namíbia e do Mali, Hage Geingob e Ibrahim Boubacar Keïta, respectivamente, a directora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, e o antigo internacional da Côte d'Ivoire, Didier Drogba.

Aguarda-se pela chegada do Presidente da Comissão da União Africana (UA) e do Prémio Nobel da Paz de 2018, Denis Mukwege.

Com o evento tripartido (Angola, União Africana e UNESCO), o país quer promover a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas.

Além de manifestações artísticas e culturais dos respectivos países, a Bienal reunirá, na capital angolana, representantes governamentais, membros da sociedade civil, do sector privado, da comunidade artística e científica, instituições e organizações internacionais.

O conceito da Bienal está assente numa Aliança de Parceiros para a Cultura da Paz em África, enquanto plataforma para a mobilização de recursos e parceiros para apoiar o evento e desenvolver projectos e iniciativas de grande impacto.

O evento visa, entre outros objectivos, enaltecer os valores da paz e da cidadania e materializar a aliança de povos em torno da cultura da paz.

Sob o lema "Construir e preservar a paz: um movimento de vários actores", a Bienal, no seu modelo conceitual, contempla quatro eixos: O Fórum de Ideias e o Fórum da Juventude constituem dois thinktanks sobre o futuro de África que visam a disseminação de boas práticas e soluções para a prevenção de crises e resolução e mitigação de conflitos.

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