"O discurso é extraordinário e, como esperado, eloquente. Agora que o discurso foi entregue, a aventura de Dylan está a chegar ao fim", escreveu num blog Sara Danius, secretária permanente da Academia Sueca que concede este prémio todos os anos.

No discurso, lido pelo próprio Dylan num arquivo de áudio disponível no site da academia, o músico fala da relação entre as suas letras e a literatura. Também cita artistas que o inspiraram, como Buddy Holly, cuja música "mudou a minha vida", e livros que tiveram impacto, como "Moby Dick" ou "A Odisseia".

Dylan é o primeiro músico a ganhar o Nobel da Literatura.

As regras da academia determinam que para receber o prémio em dinheiro o premiado deve entregar um discurso de aceitação. O envio deve ser feito dentro de um período máximo de seis meses depois de 10 de dezembro, data da cerimónia da premiação que coincide com o aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel.

Como Thomas Mann, Albert Camus, Samuel Beckett, Gabriel García Márquez e Doris Lessing, o cantor e compositor norte-americano, de 75 anos, entrou no panteão dos homens e mulheres de letras que foram recompensados pela Academia Sueca desde 1901.

Após meses de suspense, Bob Dylan finalmente recebeu, a 1 de abril, o seu Nobel de Literatura numa reunião com a Academia Sueca.

Numa escolha inesperada, que gerou indignação em algumas pessoas, Bob Dylan, cujo nome verdadeiro é Robert Allen Zimmerman, foi premiado em outubro por criar "novos modos de expressão poética dentro da grande tradição da música americana", segundo o anúncio da Academia.

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