Em declarações à Angop, Adão Mussungo, disse que este espaço seria uma referência,onde as pessoas poderiam deslocar-se para adquirir conhecimentos da historia de Luanda, participar em palestras, realizar outros eventos para rentabilizar o espaço, e servir ainda de cartão postal da cidade.

O coordenador da BJAP informou que esta sugestão já foi apresentada este ano durante um encontro realizado com o governador  de Luanda Sérgio Rescova e espera que a proposta seja levada em conta.

O entrevistado explicou que levou a proposta ao GPL porque a história da cultura de Luanda está a perder-se,” os grandes mestres estão a partir e hoje usam-se técnicas modernas para produção de peças de artes”. Quem vai retractar onde começou a história destes percursores, questionou.

O coordenador referiu que no local poder-se-iam contar histórias de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuíram para o surgimento e o desenvolvimento das artes plásticas, musica, literatura, escultura, dança, desenho e outras que compõem o mosaico cultural.

O artista plástico lembrou que a cultura feita em Luanda é muito rica, fruto da mistura dos vários povos que compõem Angola.

Esta cultura precisa de ser documentada e divulgada, possibilitando os mais jovens a conhecer com detalhes a história dos grandes percursores da cultura.

Na opinião de Adão Mussungo, fala-se pouco dos músicos do tempo colonial por exemplo,  assim como dos escultores ou pintores, questionando-se se estes não existiam antes de 1975.

Adão Mussungo é membro da Brigada Jovem do Artistas Plásticos(BJAP) há mais de 20 anos. A BJAP com mais de 200 associados tem como objectivo principal recrutar, apoiar e orientar novos talentos.

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