Trata-se de um projecto que visa promover a divulgação de autores de língua portuguesa na sua biblioteca, através da leitura colectiva de extractos de obras e de biografias.
Durante a jornada houve momentos interactivos com os utentes da Biblioteca, na sua maioria, estudantes universitários e pré-universitários.
Em cada mês, o centro identifica um escritor, cuja obra será revisitada, no formato referido, em dois dias.
Na vertente poética da sua obra, João Melo tem no amor uma fonte privilegiada de inspiração. A sua obra Amor, lançada no auditório Pepetela, em 2016, é uma ousada viagem em torno deste tema, aflorado em várias perspectivas.
João Melo nasceu em Luanda. É escritor, jornalista, publicitário e professor universitário. Como escritor possui uma vasta obra, em géneros literários diversificados, designadamente conto, poesia, ensaio e crónica. Tem obras publicadas em Angola, Portugal, Brasil, Itália e Cuba e textos traduzidos para inglês, francês, alemão. húngaro, árabe e mandarim. Está representado em várias antologias de poesia e conto, em Angola e no estrangeiro.
Em 2009, recebeu o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de literatura, pelo conjunto da sua obra.
Obras publicadas
Imitação de Sartre e Simone de Beauvoir (1998), Filhos da Pátria (2001), The Serial Killer e outros contos risíveis ou talvez não (2004), O Dia que o Pato Donald comeu pela primeira vez a Margarida (2006), o Homem que não tira o palito da boca ( 2009), Os Marginais e outros contos (2013). Em poesia, tem publicado: Definição (1985), Fabulema (1986), Poemas Angolanos (1989), Tanto Amor (1989), Canção do Nosso Tempo (1991), O Caçador de Nuvens (1993), A Luz Mínima (2004), Todas as Palavras (2006), Auto-Retrato (2007) e Cântico da terra e dos homens (2010).
João Melo, que publicou as suas primeiras obras literárias na década 80, é reconhecido como um dos grandes poetas da sua geração, um nome incontornável da poesia angolana pós-independência.
A sua obra poética tem-se desenvolvido em cinco vertentes: lírico-intimista, telúrica, erótica/amorosa, sócio/política e experimentalista.
O autor está a organizar toda a sua poesia em cinco volumes, cada um deles com um título autónomo: Auto-retrato (volume 1), Cântico da Terra e dos Homens (volume 2), Amor (volume 3) Polis, Poesis (volume 4) e Exercícios e Linguagens (volume 5). Cada um dos volumes terá um Posfácio escrito por um escritor de língua portuguesa, (português, africano ou brasileiro).
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