Aconteceu neste domingo, 14, a estreia da peça "4 Prisioneiras(os)", na sala de conferências do Hotel Royal Plaza, em Talatona – Luanda, onde  Leomarte Freire, Conde Dos Bolos, Edy Sex e Irmanni da Silva foram os grandes protagonistas.

Com boa adesão do público, um cantor, um pasteleiro, um apresentador e uma artista plástica não encarnaram personagens, porque a intenção foi mesmo mostrar ao mundo como têm sido as suas lutas contra discriminação de género. Por este motivo, decidiram juntar-se e então realizar uma peça teatral denominada "4 Prisioneiras(os).

Uma peça baseada em factos reais, em que os actores puderam contar parte das suas vivências e transmitir lições em torno do combate à “discriminação diária” que enfrentam. Quem esteve presente ouviu histórias sobre momentos difíceis vividos por Leomarte Freire, Conde Dos Bolos, Edy Sexy e Irmanni da Silva, que juntos impressionaram o público.

Valdano Lukizaia, realizador da peça, revelou ao SAPO que a mesma nasceu de uma conversa que teve com o apresentador e stylist Leomarte Freire, que sempre quis fazer teatro.

"O que me motivou foi a insistência do Leomarte que quis muito fazer teatro. Depois, com a notícia da descriminalização da homossexualidade, decidi então fazer este trabalho", disse Valdano.

Valdano Lukizaia

O mesmo acrescentou ainda que a escolha dos actores foi propositada.

"Nós temos actores para fazer a construção de uma personagem, mas eu decidi optar por estes porque são os que dão cara como homossexuais. Portanto, quis que partilhassem a sua dor e as suas vivências com o público, porque só eles sabem o que é isso", acrescentou o realizador.

A peça "4 Prisioneiras(os)" não tem data para ser apresentada novamente em Angola, disse Valdano, avançando que a mesma será apresentada em Portugal e na Finlândia. O realizador referiu que a falta de apoios e local para apresentar a mesma estão por detrás do facto de não ter  apresentações agendadas para o país.

"Temos enfrentado muitas dificuldades no que concerne à divulgação, porque infelizmente temos um problema de preconceito muito grande na nossa sociedade, a todos os níveis. E é importante que fique claro que não queremos incentivar as pessoas a serem homossexuais, mas a respeitarem o próximo", finalizou o realizador.

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