Ellen DeGeneres pediu desculpas à equipa do seu talk show através de um e-mail enviado esta quinta-feira, dia 30 de julho, uma semana depois de Warner Bros. Television ter confirmado iria investigar as acusações de "racismo e intimidação" nos bastidores do programa.

No e-mail, citado pelo The New York Times, a apresentadora lamenta que o seu programa não seja "um lugar de felicidade". "No primeiro dia do nosso programa, disse a todos, na primeira reunião, que o 'Ellen DeGeneres Show' seria um lugar de felicidade (...) Obviamente, algo mudou, e eu estou desapontada por saber que não é este o caso. E peço desculpa por isso. Quem me conhece sabe que isso é o oposto daquilo em que acredito e que sempre quis para o nosso programa", frisou a apresentadora norte-americana.

"Não fui capaz de controlar tudo e apoiei-me noutros para que fizessem o seu trabalho da forma como sabiam que eu queria que fosse feito. Claramente, alguns não o fizeram. Isso vai mudar agora e comprometo-me a assegurar que isso não volta a acontecer", acrescenta Ellen DeGeneres.

"Também tenho vindo a descobrir que há pessoas que trabalham comigo e para mim que falam por mim e que não me representam como deve ser. Isso também tem de parar", frisou no e-mail.

As investigações nos bastidores do programa começaram este mês depois de uma reportagem publicada pelo BuzzFeed New, onde vários ex-funcionários contaram casos de racismo e intimidação no trabalho. No artigo, as fontes culpam rês produtores executivos, Ed Glavin, Mary Connelly e Andy Lassner.

Segundo a revista Variety, que cita fonte do talk show norte-americano, Ed Glavin deverá abandonar o seu cargo de produtor executivo.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Warner Bros. Television reconheceu a existência de vários problemas, sublinhando que estão a ser tomadas "medidas apropriadas para resolver os problemas levantados".

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