O evento tripartido, organizado pelo governo de Angola, União Africana e a UNESCO, vai reunir vários representantes de governos africanos, da diáspora, sociedade civil, comunidade artística e científica, bem como instituições académicas e organizações internacionais.

A bienal, que para além de Luanda, realiza-se em Benguela, visa criar um espaço de reflexão sobre temas como a cultura de paz e não-violência, o papel da juventude no combate à corrupção e a difusão de obras artísticas.

Carolina Cerqueira fez saber que, no âmbito da estratégia da diplomacia cultural, o pelouro decidiu envolver os diplomatas angolanos na realização do evento, já que a bienal é de cariz internacional.

Para a governante, o certame vai propiciar aos presentes a ter uma nova visão sobre a convivência e o relacionamento mútuo entre os africanos e a diáspora.

Com a Bienal de Luanda, Angola quer promover também a harmonia e irmandade entre os povos através de actividades e manifestações culturais e cívicas, com a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas.

Em cinco dias de actividades, Luanda será transformada num espaço de intercâmbio e de promoção da cultura africana, envolvendo individualidades ligadas às artes, política, sociedade, entre outros.

A bienal visa ainda a criação de um movimento africano que, possa disseminar a importância da cultura de paz, tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como o combate à corrupção.

O programa do evento incluirá discussões em torno do papel da juventude no combate à corrupção e a protecção da mulher contra a violência doméstica, a resolução de conflitos, bem como os desafios para o reforço  do diálogo e da amizade entre os povos.

A realização  em Angola prova a vontade política do governo em estabelecer uma cooperação  cada vez mais estreita  com a Unesco com vista a promoção  de uma verdadeira cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da Paz e da reconciliação nacional.

Entre os países convidados, Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, RDC, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália já confirmaram as suas presenças na Bienal de Luanda.

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