A exposição, a ser inaugurada a 17 de Setembro, estará, igualmente, patente, de forma virtual, no site da embaixada angolana.

A efeméride, instituída feriado nacional em 1980, pela então Assembleia do Povo, deve-se ao contributo deste nacionalista na luta armada contra o colonialismo português e pela conquista da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975.

António Agostinho Neto foi, na década de 1950, secretário-geral da delegação em Coimbra da Casa dos Estudantes do Império e membro fundador do Centro de Estudos Africanos, em conjunto com Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Mário Pinto de Andrade (Angola), Marcelino dos Santos (Moçambique) e Francisco José Tenreiro (Angola), bem como, mais tarde, fundador do Clube Marítimo Africano.

Devido a sua participação activa nos movimentos estudantis nacionalistas, foi preso diversas vezes pela polícia política portuguesa (PIDE), dando origem a campanhas internacionais de solidariedade para a sua libertação.

Em 1962 subiu à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), cargos também ocupados por Ilídio Machado e Mário Pinto de Andrade, que passaram a ser reconhecidos pelo partido, em 2018, durante o seu VI Congresso Extraordinário.

Ao longo da década de 1970, Neto liderou as actividades políticas e de guerrilha do MPLA e o processo de descolonização (1974/75) a partir de Argel (Argélia) e Brazzaville (República do Congo) até ao seu regresso a Angola para proclamar a independência nacional. Tornou-se então no primeiro Presidente de Angola.

Foi também um esclarecido homem de cultura, para quem as manifestações culturais tinham de ser antes de mais a expressão viva das aspirações dos oprimidos, a arma para a denúncia dos opressores, e um instrumento para a reconstrução da nova vida.

A atribuição do Prémio Lótus, em 1970, pela Conferência dos Escritores Afro-asiáticos, Prémio Nacional de Cultura em 1975 e outras distinções são reconhecimentos internacionais dos seus méritos no domínio das artes.

Entre os trabalhos de destaque constam “Náusea” (1952), “Quatro Poemas de Agostinho Neto” (1957), “Com os olhos Secos”, edição bilingue português-italiano (1963), “Sagrada Esperança” (1974), “Renúncia Impossível” (edição póstuma 1982) e “Poesia” (edição Póstuma 1998).

Dotado de um invulgar dinamismo e capacidade de trabalho, Agostinho Neto, até a hora do seu desaparecimento físico, foi incansável na sua participação para a resolução de todos os problemas relacionados com a vida do MPLA, do povo e do Estado.

A Neto também se reconhece o grande empenho na luta para a erradicação do analfabetismo, ao lançar a “Campanha Nacional de Alfabetização, em 1979”.

Ainda em reconhecimento à figura do fundador da Nação, estão erguidas, em vários pontos do país, estátuas que simbolizam os seus feitos e legados, marcado pelas suas máximas “De Cabinda ao Cunene um só povo e uma só nação” e “O mais importante é resolver os problemas do povo”.

António Agostinho Neto faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, por doença.

Médico e estadista, proclamou a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975, depois de longos anos de colonização portuguesa.

A sua obra poética pode ser encontrada em quatro livros principais:

Quatro Poemas de Agostinho Neto (1957);

Poemas (1961);

Sagrada Esperança (de 1974);

A Renúncia Impossível (1982).

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