“A grande questão”, escrita e dirigida por Tony Frampênio, aborda, numa clave humorística, a história da cidade de Luanda, a capital de Angola, satirizando uma conjuntura de questões inerentes a vida sociopolítica, sociocultural, socioeconómica e questões de cidadania como o resgate dos valores cívicos e morais.

Trata-se de um romance satírico que coloca o povo e a cidade Luanda nas barras do tribunal.

É uma peça de uma hora de duração produzida em 2009, exclusivamente para o prémio cidade de Luanda. Desde então o seu sucesso espalhou-se por Angola, ganhando assim a admiração do público.

Em palco, assiste-se a um conflito intenso e integrado simbolicamente disfarçado numa sala de tribunal ou sob um julgamento.

Com ela, o autor procura representar o drama actual de Luanda, consubstanciado no avolumar de problemas que crescem diariamente sob o impacto firme da globalização.

Constrói um tribunal com atribuições simbólicas sob a liderança de uma juíza (mulher que exerce a função de Juíza) prudente e intolerante, que, com a missão de intermediar o conflito entre “a Luanda”, Cidade Estado e cosmopolita e o seu “povo”, corriqueiro e ignorante, analfabeto, sob todos os adjectivos pejorativos.

Tony Frampénio não procura soluções para os magnos problemas de Luanda, mas sim instigá-los magicamente, por forma a, por um lado, demonstrar o drama em que o povo está mergulhado, e por outro, suscitar um debate em torno dos mesmos.

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