Em declarações à Angop, o também historiador lembrou que o antigo Reino do Kongo é detentor de um património cultural material e imaterial excepcional que deve ser transmitido de geração a geração.

“Este Reino tem uma história rica e complexa, daí que, com a sua sistematização, as crianças angolanas vão compreender melhor sobre o seu passado, de África e do Mundo”, enfatizou.

Wilfried N’Sondé, residente em Paris (França), é o autor do romance intitulado “Um oceano, Dois mares e Três Continentes”, publicado a 3 de Janeiro de 2018 na Europa e no Canadá e que narra a odisseia da viagem do primeiro embaixador negro para o Vaticano (Nsaku Nevunda), enviado do Reino do Kongo, de 1604 a 1608.

Referindo-se à primeira edição do Festival Internacional sobre Cultura Kongo (Festikongo) realizada de 5 a 8 deste mês, em Mbanza Kongo, a fonte acredita que este evento poderá tornar esta região num destino preferencial para turistas nacionais e estrangeiros.

Ainda sobre o seu livro, traduzido de Francês para Português, Wilfried N’Sondé, que nasceu no Congo Brazzaville, há 50 anos, explicou que o romance tem uma breve introdução sobre a constituição do Reino do Kongo no século XIII, assim como o primeiro contacto com os portugueses e a forma como os ancestrais Kikongos foram convertidos ao cristianismo.

A capital do antigo Reino do Kongo (Mbanza Kongo) foi inscrita na lista do Património Mundial da Unesco a 8 de Julho de 2017, durante a 41.ª sessão do Comité deste órgão, que decorreu na cidade polaca de Cracóvia (Polónia).

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