A escritora falava à  imprensa à  margem  do acto  de consagração da vencedora  da  primeira
edição  do prémio conquistada pela concorrente Luísa Fresta, com  a obra “Março entre meridianos”.

As posições seguintes foram ocupadas por Cíntia  André  e  Kanguimbu  Ananás , respectivamente.

Para  a escritora, reconheceu que o galardão tem um significado relevante, pois  incentiva  o género  feminino para a sua contribuição na literatura  nacional.

Para Maria Eugénia Neto, embora a participação da mulher no campo literário é reduzida, deve-se  reconhecer  que  tem dado  o seu contributo  em  prol do  seu crescimento.

Na  mesma  perspectiva, louvou  a  iniciativa  da  organização  do prémio, pelo facto  de enaltecer  a sua  participação  no  contributo  do crescimento  da literatura nacional  e  eternizar  o Poeta Maior, António  Agostinho Neto.

A  designação do prémio foi inspirada no poema “Um bouquet de rosas para ti” do poeta Agostinho Neto, dedicado à sua esposa, Maria Eugénia Neto, escrito na cadeia da PIDE do Porto, no dia 8 de Março de 1955.

O galardão instituído 2017, é uma homenagem à esposa do Primeiro Presidente de Angola, enquadrado nos festejos de 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

O  prémio  tem como objectivo incentivar a produção de obras originais de escritoras angolanas e estrangeiras, estimular a criatividade feminina e destina-se a galardoar três obras inéditas de poesia.