Pepetela concorre com “Sua Excelência, de corpo presente”, romance editado pela Dom Quixote/Texto Editores, enquanto José Eduardo Agualusa entrou na lista com a crónica “O paraíso e outros infernos”, editada pela Quetzal.

Entre os 54 títulos, há 26 romances, 17 livros de poesia, sete livros de contos,  três de e um de dramaturgia, com autores de três continentes: 34 brasileiros, 18 portugueses e dois angolanos.

Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos "Pepetela" nasceu na província de Benguela a 29 de Outubro de 1941 é autor de uma obra que reflecte sobre a história contemporânea de Angola, e os problemas que a sociedade angolana enfrenta.

O primeiro romance do Pepetela foi publicado em 1972, com o título As Aventuras de Ngunga. Foi uma obra literária que ele escreveu para um público pequeno de universitários.

José Eduardo Agualusa Alves da Cunha  nasceu no Huambo a 13 de Dezembro de 1960.

O seu primeiro romance "A Cinjura" recebeu o Prémio Revelação Sonangol. Com Nação Crioula foi distinguido com o Grande Prémio Literário RTP. Com Fronteiras Perdidas obteve o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da Associação Portuguesa de Escritores, enquanto Estranhões e Bizarrocos obteve o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Ciranças e Jovens, em 2002

Em 2007 recebeu o prestigioso "Prémio Independente de Ficção Estrangeira", promovido pelo diário britânico The Independent em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, pelo livro  O Verndedor de Passados. Foi o primeiro escritor africano a receber tal distinção.

Em 2017, ganhou o Prémio Literário Internacional IMPAC de Dublin pela obra Teoria Geral do Esquecimento.

O regulamento da edição deste ano do prémio prevê que sejam atribuídos, além do prémio principal, no valor de 120 mil reais (cerca de 27 mil euros), um segundo e um terceiro prémios, respectivamente de 80 mil reais (18 mil euros) e 50 mil reais (cerca de 11.200 euros).

Durante a sessão de anúncio dos semifinalistas, que teve lugar no Consulado Geral de Portugal em São Paulo (Brasil),  foram homenageados os vencedores da edição de 2018: a poeta brasileira Marília Garcia, com o livro de poemas Câmera lenta, e o escritor português Bruno Vieira Amaral, com o romance Hoje estarás comigo no paraíso.

Desde a ampliação do prémio para todos os países de língua portuguesa, esta é a edição que apresenta o maior número de editoras entre os semifinalistas: 23 do Brasil, 12 de Portugal uma de Angola, totalizando 36 editoras.

O Oceanos-Prémio de Literatura em Língua Portuguesa (conhecido até 2014 como Prémio Portugal Telecom de Literatura) é considerado um dos prémios literários mais importantes entre os países de língua portuguesa, a par do Prémio Jabuti ou Prémio Camões, sendo considerado o equivalente lusófono do britânico Man Booker Prize, pelas semelhanças das suas regras e alto valor financeiro.

O Prémio foi criado em 2003 pela empresa portuguesa de telecomunicações Portugal Telecom para prestigiar e divulgar a literatura brasileira, seleccionando o melhor livro do ano. A partir de 2007, o prémio passou a estar aberto a autores de todos os países de língua portuguesa.

Após a compra da Portugal Telecom pela operadora francesa Altice, o prémio passou a se chamar Oceanos e a ser organizado pelo Itaú Cultural.

Desde 2017 que o Prémio Oceanos conta com um júri constituído por especialistas brasileiros e portugueses.

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