Conforme descreve um comunicado enviado terça-feira à redacção do SAPO, a exposição ficará patente até dia 13 de Novembro. Na exposição, o artista reúne um conjunto de obras de pintura, desenho e instalação, utilizando técnicas e materiais diversificados.

“Passaram-se 41 anos (Outubro de 1977 a Outubro de 2018), desde que participei, pela primeira vez, numa exposição colectiva com os gurus das artes plásticas angolanas. Tinha eu aproximadamente 18 anos de idade, seguindo pegadas de nomes sonantes que a história de Angola não apagará jamais: Henrique Abranches, Costa Andrade (Ndunduma, Rui de Matos, Viteix, Vaz de Carvalho, Fernando Vinha, irmãos Guerra (Henrique e Mário), Matondo Afonso, Tomás Vista, António Ole, Augusto Ferreira e Mendes Ribeiro” realçou o anfitrião em relação à actividade.

No seu processo criativo, Van mergulha nas raízes profundas da sua Terra, sem contudo deixar de se assumir como um artista da sua época, que reflecte, interroga e questiona, chamando a atenção para contradições e flagelos, que marcam as novas realidades sociais e urbanas do mundo actual, lê-se ainda no documento.

De realçar que Francisco Van-Dúnem (Van), que é um dos mais sonantes nomes das artes plásticas em Angola, nasceu em Icolo e Bengo, e é ainda docente da disciplina de desenho no Curso de Arquitetura da Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho Neto e Professor colaborador no Instituto Superior de Artes.