A obra crónica lírica com marcas autobiográficas incrustada, disponibiliza nas suas 112 páginas, retratos escritos dos mares, rios e lagos, associados a mitologia africana “angolana” e a grega romana, onde reinam Mutakalombo, Kilamba, Kianda e divindades consagradas em outras culturas.

Em declarações à Angop, o também jornalista, actor e dramaturgo, referiu ser uma obra que proporcionou bastante prazer escrever, onde conseguiu criar personagens míticas, na qual o narrador Roberto se agarra.

Para o autor, os jovens poderão descobrir nesta obra o prazer da leitura, no qual ajudará a redescobrir aquilo que achar que lhe pertence dentro da obra, uma vez que a mesma aborda as vivências e crenças urbanas.

Para o apresentador da obra, Luís Kandjimbo, o leitor mergulha nas malhas ficcionistas tecida por Roberto, o narrador que revela confissões sobre os dramas de uma insularidade interior, confrontada com a nudez do mundo urbano à sua volta.

Entre os temas existentes no livro destaque para o primeiro andamento – A aurora; segundo andamento – O juízo adiado; sexto andamento – Confissões e sétimo andamento – hora para reflectir.

Manuel Augusto Fragata de Morais nasceu na província do Uíge a 16 de Novembro de 1941. Seus primeiros escritos apareceram na década de 70 em Paris (França), onde igualmente frequentou a Universidade Internacional do Teatro, na qual trabalhou com André Louis Perinetti e Victor Garcia.

Do seu repertório constam obras como Jindungisses (1999), distinguida com o Prémio Sagrada Esperança, Inkuna-Minha Terra (1997) e Terreur en Verzet (1972).

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.