Nesta exposição Bolondo esforça-se por promover e valorizar as mulheres na sociedade, procura e consegue elevá-las, retratando em telas plenas de plasticidade cromática e técnica apurada a sua luta permanente pela liberdade. O que o preocupa é a vivência das mulheres nas cidades, as suas atribulações diárias, as humilhações sofridas, as desonras provocadas, a violência infligida, tantas vezes em suas próprias casas. Arrojado e inovador, este jovem artista confirma o seu potencial e dá corpo a obras de valor, e de valores, no feminino.

Bolondo regressa à Galeria Tamar Golan com uma grande exposição individual, valorizado, como as mulheres que retrata.

Sobre o artista

Natural de Maquela do Zombo, Papino Simão Mbongo, de nome artístico Bolondo, nasceu a 5 de Setembro de 1990. A sua paixão pelo desenho e pintura foi inicialmente manifestada através da banda desenhada, que já dominava aos 12 anos de idade e que viria a marcar muitas das sua obras. Parte da sua vida é passada além-fronteiras, no Congo, onde a sua família se refugia durante a guerra civil que assolou Angola. Faz os seus estudos e obtém a sua formação académica em Kinshasa, na Academia de Belas Artes.

Ainda na capital da RDC participa em exposições colectivas no Centro Wallonie-Bruxelles (2009), no Instituto Francês Halle de la Gombe (2010), no Banco Central do Congo e na Feira Internacional de Kinshasa (2011).

No seu país natal, Bolondo realiza, a partir de 2013, exposições colectivas de que se destacam duas participações no HCTA, em 2013 e 2016 e, nesse mesmo ano, no MAAN. Em 2017 volta a expor no HCTA e, já em 2018 marca presença no Museu da Moeda (ENSA) e no Centro Cultural Nzinga Mbandi. Palco da sua primeira grande exposição individual, “O Que Espera do Futuro” (2016) e de uma presença na exposição colectiva Expressões & Impressões (2018), a Galeria Tamar Golan acolhe agora, dois anos volvidos, a mais recente exposição individual do artista.

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